Caminha, e então volta, pra iluminar meu caminho.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

SeR SeNdO cOnJuLgAdO(sIc)

Ao falar de mim, sou, mas ele é... e todos fomos um dia, e sempre seremos, nós. É irregular, se em nosso passado imperfeito nós fôssemos, o que, em um futuro começando agora, nós seremos. Feliz poderemos ver que fomos, ou, melhor ainda, fôramos, o que, no momento estamos sendo, e sendo assim, somos.



 

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Fantoches


      Para mim é bem clara, a crítica contida na afirmação de Nascimento, é a crítica à grande imprensa, não é uma crítica a brincadeira sobre a publicidade(fraquíssima diga-se de passagem, onde um senhor ostenta seu poder monetário e diz que só falta uma pessoa de sua família no momento, que está fora do país) tirar sarro de propagandas fracas e burras como essas é até bom.
      A crítica é aos editores chefes de jornais, que utilizam mídias que não pedem licença para entrar em nossas casas(sim, a televisão não pede sua permissão, seu único poder sobre ela é ligá-la ou desligá-la, ó, você pode mudar de canal, mas do que adianta? Você pisa em uma merda, tira o pé e pisa em outra), pessoas que atingem um país inteiro durante minutos do dia, que preferem falar sobre isso, enquanto pessoas morrem DE NOVO, em razão das chuvas e da incompetência gritante de nos mexermos para melhorar isso. Eu, como telespectador, não quero saber se ela voltou do Canadá, quem é ela, só quero tirar meu sarro dessa publicidade ruim, quero criticar comicamente na net, não quero mais informações sobre isso na tv, simples assim. 
       Quanto ao BBB, ele disse tudo, um fato ridiculamente absurdo, onde ambas as partes disseram que não houve nada, os dois são maiores de idade e deram seus depoimentos, fim, não quero mais saber disso, quero que ambos se explodam, a justiça(se achar cabível e necessário, que tome suas providências).
     Não há muito o que esperar de merdas como Sonia Abrão da vida e emissoras que baseiam suas programações em falar da programação das outras(lembrando que o sinal é concedido a emissora, ela tem deveres a cumprir, ganham milhões por ano para darem merda à população). Mas há de se esperar algo de jornalistas dito "sérios", que as notícias sobre essa merda dos participantes, sejam dadas dentro do BBB(caso queiram também, um programa de puro entretenimento, e que onde pessoas interessadas em suas notícias, estão ligadas), e que as outras emissoras, se preocupem com coisas mais importantes né gente, ainda reclamaram quando tiraram a obrigatoriedade do diploma para essa profissão(Jornalismo), todos que produzem o Jornal da Record(que é extremamente tendencioso, como outros jornais por aí) são formados. Jornalista, antes de diploma, precisa de bom senso, humildade e principalmente, culhões. Fica a dica(minha e do Nascimento, para vocês, jornalistas fantoches de mercado).

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Igualdade?

Vejo muitos gays por aí, tomando as dores pois o ator Marcelo Serrado afirmou ser contra o beijo gay na novela onde trabalha, criticando-o por isso, falando mal do "ser humano" Marcelo Serrado, por apenas uma afirmação.
Agora lhes pergunto, amigos e amigas gays, que tipo de igualdade vocês querem agindo assim? O ator Global não está disseminando o ódio contra gays, muito pelo contrário, lendo essa pequena matéria vocês poderão ver que a pessoa que julgam, é até a favor da união de vocês, eles apenas é contra que sua filha de 7 anos, assistindo ao pai trabalhar, veja a cena do beijo, e ele está coberto de direito e razão de querer ver a filha dele crescer do jeito que ele achar melhor.
Gays, não comecem a estragar sua luta, tentando impor uma censura burra e mesquinha à liberdade de opinião de cada um, apenas pensem um pouco, um beijo gay assistido por milhões de pessoas, poderia gerar asco a pessoas que antes eram tranquilas e veem a cena pela primeira vez, transformando a possível "vitória" do movimento gay, em uma maximização de pessoas que não o entendem e o repelem violentamente, apenas reflitam, não estamos falando de duzentas, trezentas pessoas, estamos falando de milhões, e a opinião individual ou geral, tem de ser respeitada, assim como a sua.
Não sou nem um pouco preconceituoso quanto a isso, assim como o tal beijo gay, há muitos outros tópicos de igual ou maior relevância que devem ser abordados em uma novela com tal abrangência, mas diante do fato de não respeitarem a opinião de um pai de família sobre o que ele quer que sua filha veja, fazendo-o ter de vir a público desabafar, eu, que antes aceitaria numa boa essa cena, apoio o ator e sou contra esse beijo também, pois este exemplo de intolerância, mostrou que talvez, até mesmo vocês, não estejam preparados para isso.




Obs.: Não generalizo o movimento, ou a luta, este textos é aos gays que não sabem ser contrariados, se você é gay e respeita a opinião do ator, parabéns, ganhou o meu respeito.

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sábado, 7 de janeiro de 2012

Para sempre Federal

Ao entrar sozinho, por aqueles portões enormes, sem fazer a menor ideia de onde faria minha matrícula, eu confesso, me deu uma pouco de medo, uma felicidade única e especial e um orgulhinho, orgulhinho de mim e de ver o dinheiro público bem empregado, a magnificência da universidade pública mostra o que pessoas sérias conseguem fazer com o dinheiro de todos, como, ao empregá-lo de maneira correta, os resultados são muito legais.
Hoje, quatro anos se passaram, eu encerro meu ciclo dentro dela e apesar de ainda a vê-la todo dia, pois trabalho em uma divisão dentro da UFSCar, resolvi caminhar, num sábado de manhã por lá, o que me fez pensar sobre relatar o que vi nesses quatro anos.
Não desista ao passar em uma Federal longe de onde você mora, tudo bem, dinheiro não nasce em árvore, e viver longe de tudo que você conheceu pode ser realmente assustador, mas vá, não tem dinheiro para aluguel? A Federal te dá moradia mobiliada, não tem dinheiro para comer? A Federal te dá bolsa no RU(Restaurante Universitário, um restaurante dentro da Universidade, com valor subsidiado para pessoas que podem pagar, funcionários e visitantes, e onde bolsistas podem almoçar e jantar de graça).
Vá, você conhecerá pessoas que nunca imaginou ver na vida, sua classe será um amontoado de jovens, que você descobre terem o mesmos sonhos que você, vindos de todos os cantos do Brasil e do mundo, todos eles numa camaradagem fantástica, que só quem chega a uma cidade desconhecida e longe da sua sabe como é, quase uma união de forças, um pacto, para conseguirem se adaptarem a vida nova, que milhares de estudantes estão tendo, naquele mesmo ano, naquela mesma Federal.
Você também vai reclamar dela, dos professores sem didática, sem base pedagógica, de como você tem de se virar parar aprender muito bem, algumas matérias que um professor com seu Doutorado, não sabe ensinar, vai acontecer, mas isso é algo tão pequeno, perto da grandiosidade do material humano de uma Federal, esse é sem dúvida seu maior bem! Isso inclui alunos, professores, funcionários e pessoas alheias, que apenas entram na Federal pois gostam de seu clima.
Falando em clima, você vai experimentar um clima de liberdade, que dificilmente experimentará de novo na sua vida "pós-Federal", não quer assistir mais aula no dia? Só sair da classe e ir embora, quer fumar um cigarro? Pode sair da classe e fumar, tomar uma cerveja dentro da faculdade? Pode também. É um ambiente onde todos assumem que já são donos dos seus atos, e a chance de alguém te repreender por isso, é quase nula, é algo difícil de explicar, pois existem pessoas com muito conhecimento fora da Federal, mas que não são tolerantes, parece que ao entrar dentro dela, as pessoas são contagiadas pelo clima de tolerância, de respeito a o que cada um quer na sua vida, um local onde fofoquinhas sobre o menino cabeludo e com tatuagens não ocorrem (Confesso, sou das humanas, e frequentei a área delas a maior parte do tempo na Federal, e humanas em uma Federal, geralmente é sinônimo de liberdade de pensamento.).
Existem as festas, as competições universitárias, os jogos internos, que só te farão gostar ainda mais dessa instituição que você escolheu para ensiná-lo sua profissão, a TUSCA deveria ser um exemplo para torcidas violentas de esportes, a Universidades estão se enfrentando, mas o clima de camaradagem reina, amigos que fazem faculdades diferentes vão uniformizados, mas andam juntos do início ao fim, pois o que importa é a confraternização, você pode até provocar um grupo de pessoas de outra Universidade, pois, com certeza, em alguns minutos vocês estarão tomando uma cerveja e dando risada juntos, rivalidade existe, mas o bom senso reina.
O único conselho que te dou:

Vá viver essa experiência única!

Quando sair definitivamente da Federal para um outro local de trabalho, não tenho a menor dúvida, de que ela deixará uma saudade enorme dentro de mim e o que tenho orgulho de pensar, é que, daqui alguns anos, talvez eu esteja caminhando dentro da imensidão dela com meu filhinho, e só eu saberei a cumplicidade que estou sentindo ao andar por aqueles caminhos, a nostalgia que tomará conta de mim, as lembranças que virão à minha mente, daqui vinte, trinta anos, ainda virei visitá-la e sentirei o mesmo clima bom, as mesma memórias suaves, o que me leva a afirmar sem medo de errar:





Uma vez Federal, para sempre Federal.



Obs.: Federal = Toda universidade pública, optei pelo termo Federal, devido as memórias afetivas que carrego com ele, Sou Federal, com muito orgulho, com muito amor! (Quem fez UFSCar, sabe a o que me refiro). =)


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domingo, 27 de novembro de 2011


Cara... a vida fodeu com ele... o que muita gente fez? Julgou ele... sem saber ao menos 1% do que foi a vida do cara.... e o que ele nos deu em troca??
Canções como essa!! 
Obrigado Michael, por suportar a mediocridade humana até onde deu e nos mostrar que humano é um termo que perdeu seu sentido nos últimos séculos....
Pouca gente deve saber o peso disso, agradar, ou qualquer coisa, para pessoas que criam ligações emocionais tão fortes contigo, por causa do seu trabalho/talento, vou formular melhor minhas ideias e colocá-las em palavras.
Sei lá, essa música é para os meus amigos, que mesmo depois da pior merda, sempre estiveram e vão estar ao meu lado, independentemente do que ocorra, não vão me julgar, vão fazer exatamente o que se fala no final da música, no meu momento mais sombrio, confessional, agressivo, vão me abraçar e falar: brother, tô aqui contigo, acalma seu espírito. Não vou nem listar nomes, todos sabem quem são!! Até o anônimo do fusca bege(Esse é foda hahahahaha)!! Hahahahahaha Vocês são a família que eu escolhi para mim caras....

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Particípio de um futuro não vivido - Capítulo 03 - E se...

   "O passado reflete, mas não de maneira linear é como se ele fosse um prisma irregular e cada raio refletido recai sobre uma parte do futuro, talvez o recente venha novamente a tona rapidamente, ou talvez só seja remexido quase no final da vida."

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Por favor

Por favor, não me poda, me planta, me deixa nascer dentro de você. Me colhe, acolhe, escolhe, me deixa te ter, crescer. Por favor, não me poda, me deixa ser, viver, escrever, o que queria te dizer. Por favor, não me poda, me guia, me ajuda, me mostra quem eu sou. Por favor, não me poda, me deixa, te ver, querer, te ter. Por favor, não me poda, me recebe, aceita, meu presente, eu, impuro, “incuro” das chatices que eu tenho, é como venho, para você. Não me poda, me abraça, me entende. Não me poda, não corta, o que poderia ser, a mais bela rosa.

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Quando?

Por trás de todas aquelas linhas no rosto deles, existem dores, alegrias, sonhos, amores. Por trás daquela cara carrancuda houve uma criança sorridente que queria ser astronauta. Por trás daquele homem sujo e sem dentes na esquina, houve um pai, um filho, que se perderam, se esqueceram, morreram. Por trás daquela bebida, estão eles, perdidos, amargurados, e por trás deles, muito mais do que se possa imaginar. Por trás dele, jogado na calçada, embriagado, houve um primeiro amor, ele tinha nove, ela oito, caminhavam juntos, davam as mãos, um primeiro beijo, pureza, inocência, houve um sonho, ser presidente do mundo, houve um pai, uma mãe, um amor de adolescência, uma esposa, houve um filho, desejos, um amor puro e incondicional, houve, houve, houve, o que houve? Em que momento seus sonhos morreram? Quem os matou? Eles sumiram ou apenas foram guardados, sempre vindo a tona em momentos de tristeza? São como pessoas que passaram por sua vida, foram, mas um dia voltarão? Em que momento os sonhos morrem? Os olhares se desencontram? As vidas se afastam? As pessoas se perdem? A alegria é enterrada? A vida se torna uma jornada de sobrevivência diária? Em que momento as linhas do rosto calejado, se tornam canais de tristeza e dor, por onde lágrimas escorrem sem destino, até se secarem, e morrerem, como seus sonhos... em que momento?

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bora Bora

Porra, hoje em dia você vê um bando de neguinho encher o peito para falar que é da GERAÇÃO CONECTADA, eles dizem que estão vinte e quatro horas on, fazem oito coisas ao mesmo tempo... sabe o que eu digo para vocês? Vão se foder geração X, Y, Z, K, L...
Brother, você chega num barzinho com seus amigos e vai mexer no Iphone para ver atualizações de Facebook e Twitter, na boa, vai tentar mexer no touch screen do seu Iphone com suas nádegas, ok? Conversa com seus amigos, xaveca umas meninas, toma uma, faz um origami zuado no guardanapo, sai dessa porra de nuvem cibernética e vive rapaz, tu sabe que teu "amigo" tá indo dormir pois ele twittou isso, mas você conversou com a tua mãe hoje? Falou oi pro seu irmão? Deu um abraço no teu pai?
Você diz que faz cinco coisas ao mesmo tempo, mas enquanto você escreve, lê um livro e ouve música, você realmente consegue pensar em colocar uma palavra antes de tal ponto, fazer uma analogia, uma brincadeira com o que você aprendeu na escola? Você realmente tá dando valor ao cara que escreveu o que você lê? Primeiro, você está entendendo o que lê? Você percebeu que ele colocou uma vírgula que dá musicalidade a frase? Falando em musicalidade, você prestou atenção ao riff que o cara criou? Percebeu o contratempo na levada da bateria? Pelo menos realmente ouviu toda a letra com a atenção que ela merece? 
Então faz um favor a si mesmo, desliga essa porra de computador e vai ver aquele seu amigo que faz uma cara que tu não vê, bora jogar futebol, bora tocar a campainha de uma casa e sair correndo, bora esquentar esse mundo cheio de hardware duro e gelado, bora quebrar essa conexão tão distante.
Bora fazer desse mundo, um lugar mais quentinho e aconchegante para se viver. =D

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Obrigado Ronaldo, não pelo futebol, mas por me mostrar que o ser humano é do tamanho que ele acredita ser, do tamanho de seus sonhos... pois só gigantes conseguem cair e se reerguer frente ao mundo, obrigado por não dar ouvidos a essa imprensa podre que hoje te bajula, mas que anos atrás te desenganava para o futebol, obrigado por ter FÉ em VOCÊ, e me dar a oportunidade de crescer te vendo fazer as melhores limonadas com os limões mais amargos que a vida te deu, tenho orgulho de dizer: SOU GERAÇÃO RONALDO!! Não me entrego! Me supero!
Obrigado pelas alegrias jogador Ronaldo!
Obrigado por me mostrar que o mundo é meu e que nada, NADA, pode me deter!!
Duas palavras para você: Obrigado Ronaldo!!

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Leaving Home

O pequeno animalzinho acordou um dia e viu que a pedra onde se apoiava seu ninho havia ficado estreita demais, era agora uma pequena porção de alento cercada por abismo de todos os lados. Olhou as pedras com ninhos ao seu redor, algumas ainda bem grandes, outras prestes a desabar e olhando para baixo percebeu que algumas já haviam ruido há tempos. Ele sabia que fora do ninho era presa mais fácil de outros animaizinhos, e então começou a reparar...sobre sua cabeça voavam alguns dos seus, que não precisavam ou não possuíam mais ninhos, olhando para baixo viu também que tudo não era tão belo assim, havia os que se jogaram no abismo e não conseguiram voar ou resistir a queda, eles não eram mais fracos por isso, apenas mais sensíveis e agora descansavam para sempre no chão firme. Percebeu também que alguns, com enormes cicatrizes, voavam incrivelmente alto, eram os que haviam pulado e caido... eles haviam adquirido tal força, que mesmo com asas danificadas permanentemente pela queda, alcançavam lugares inacreditáveis, pois tiveram que aprender a voar saindo do chão... aquele chão que quase os havia matado... com o qual tiveram que conviver muito tempo... até que, mesmo com dores, mesmo sem asas perfeitas, conseguiram aprender a voar...
E o animalzinho percebeu então, que o que os mantinha no ar, não eram suas asas, voar era muito mais que apenas mexer o corpo, voar era... bom ele não sabia o que significava isso, mas sentia, e pulou....

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sábado, 30 de abril de 2011

Fica

Fica, não arrisca se perder por aí.

Fica, explica...aplica...você.

Fica, arrisca ver a essência, ausência.

Fica, não joga, embola, se enrola...comigo.

Fica, explica...aplica...a vida.

Fica, explode, consome, sacode.

Fica, esfria, resfria, esquenta, tenta.

Fica, simplifica, mistifica.

Mas Fica.

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sábado, 2 de abril de 2011

Inacabado

Presume-se que a doença da paixão(paixonittis aggudas) cause sérios efeitos colaterais no indivíduo por ela atingida, inclusive danos cerebrais, algumas sinapses(principalmente no que diz respeito a parte da lógica, claro que teoricamente todo o cérebro é lógico, ou não, acho que seria elétrico né, impulsos nervosos elétricos, enfim, este é outro papo) são perdidas fazendo com que o indivíduo faça coisas estúpidas achando ser o que há de melhor, há também a perda da cognição com relação a fala, palavras como “titititi", "mimimimi", fazendo inclusive com que o uso de diminutivos se faça frequente, tudo no mundo deste indivíduo doente se torna "inho".
Logo o coração acelera, o corpo espera e o cérebro congela, nesse estágio o indivíduo está em sérios apuros, pois foi constatado que a cada dez apaixonados, cinco já não estão mais na próxima semana, dois resolvem mudar de sexo, um se apaixona pela mãe de sua amada e os outros três estavam bêbados(sim, isso é tão irracional que começa com dez e termina com onze).
Estranhamente as sinapses perdidas são recuperadas e a lógica volta a dominar o ser, o que acontece? O princípio matemático de apenas um resultado correto(mentira, não sei se na matemática é bem assim) passa a existir, e ele diz o que? Que se apaixonou pela pessoa errada. Errada? Certa? Quem define isso? Meu amigo, você se apaixonou, e foi muito bom enquanto durou, errado foi o sentimento de ter acabado(ou não), foi a pessoa certa na hora certa, simples, sem choros meu amigo, você foi feliz e aprendeu, isso já é suficiente.(literalmente, ponto... final).


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sábado, 26 de fevereiro de 2011

De arrepiar...

Parte Final do Juramento de Bacharel em Imagem e Som:

Sabendo que tudo começa simples e singelo, de corpo, cabeça e coração,
eu me comprometo crescer sempre e muito de todos os modos possíveis,
de todos os jeitos sonhados até que a VIDA me considere apto.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

No country for old men

Foi grande, pequeno, sério e engraçado. Vai velho homem, anda pelo quarto só. Foi mau, bom, deslumbrante e horripilante. Vai velho homem, fala consigo ou contigo. Foi homem, mulher, pai e filho. Vai velho homem, segue tua sina. E se o ir não existe mais em tua vida. Futuro em seu presente não enxerga mais. Ao menos tu foras mais que perfeito. Tu fosses no passado... imperfeito.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Não leve a sério - II

Pressupõe-se que a vida seja algo tão complicado, que todo mundo tem uma, mas muita gente não tem, ela nasce quando se nasce, ou quando se gera? Se for quando se nasce parece que é meio sofrido, toda aquela sujeira e choro, se for quando se gera me parece mais prazeroso, fico com esta então. A dificuldade de se compreender este troço é tão grande, que muita mulher por aí, tem a dela e ainda quer tomar conta de algumas outras, mas se tem vida depois da morte, então a morte não mata a vida, ou será que quando a gente tá morrendo tem alguém gerando a gente do outro lado, a morte se morre quando se morre? Ou quando se é gerado de outro lado? Quando se morre me parece um pouco triste, quando se gera me parece mais prazeroso, vou ficar com a segunda. Imagine-se então que a cada dia se morre enquanto se vive, aí eu não sei mais, se a gente vive morrendo, ou se morre vivendo, veja bem, a vida é uma dÁDIVa, será que pensaram nesse terminho de auto-ajuda quando inventaram a palavra dádiva, ou será que vida veio depois da dádiva, então pensaram na vida como parte da dádiva, ou na dádiva como toda a vida? Me disseram que o que se leva da vida é a vida que se leva, mas me disseram também que da vida nada se leva... tô confuso, vou viver um pouquinho... já volto.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Enquadro

   Patrícia não é daquelas pessoas diferentes, que chamam a atenção por onde passam, na verdade a última coisa que ela faria, seria chamar a atenção em algum lugar, e não por causa de sua beleza, escondida pelas roupas nem um pouco sensuais que utiliza e falta de maquiagem constante, ela tem um quê de anônima, sua grande habilidade é realmente a de não captar olhares por onde passa, é quase uma câmera de vigilância com pernas e um pouco de carne.
   Um dia, ao acordar, resolveu que queria escrever, queria ser um Saramago, um Garcia Marquez, sem a parte de ser homem, é claro, decidiu que a pintura seria apenas uma válvula de escape em sua vida, que a escrita seria seu novo abre-alas, assim, pegou um velho caderno que guardava há tempos em sua casa e começou, bom, não começou na verdade, ao abrir as páginas em branco, ela sentiu as amarras do nada em seu pescoço, e ali ficou, olhando para o caderno, por vários minutos, horas.
   Todos seus pensamentos eram direcionados imediatamente a imagens, Patrícia viu, que o ato de desenhar palavras não era tão simples assim, ela andava pelos cantos, sentava, e nada de escrever alguma coisa, até que ela teve uma ideia, libertar suas mãos, escrever como pintava, se ela achava a palavra bonita, então ela entrava, se achava feia, poderia entrar também, Patrícia nunca foi de ter muitos preconceitos.
    Enquanto escrevia, alguém bateu à sua porta, fato raro, pois Patrícia não era a mais popular das mulheres no planeta, ela demorou um pouco para atender, pois estava terminando de escrever, ao abrir a porta, ninguém mais estava por lá, e ela então sentiu a presença do instante-já em sua vida, a pessoa que havia batido já era passado, o futuro, que seria ela abrir a porta, já era passado também, a última respiração dela fazia parte de suas memórias agora, assim como a próxima ainda estava em um futuro que podia não chegar.
   Cansada de escrever, Patrícia pegou suas ferramentas de pintura, e resolveu atacar sua parede com cores e formas, lá, o instante-já de uma pincelada ficava por tempo indeterminado, o que não significava muita coisa também, pois seus pensamentos seguiam uma linha sem parar, eram futuro, presente, passado, tudo isso em menos de alguns segundos, desenhando pela parede, algumas gotas caíram em sua mão, já um pouco manchada de tinta, ela sentiu como se as gotas se mexessem, sentiu cócegas, esboçou um sorriso e... ao dar por si estava dentro de sua parede, passeando na sua pintura, que não deixava de ser sua mente, envolvida pelo instantes já congelados pelas pinceladas, Patrícia parecia uma guria que descobrira seu parque de diversões, seu cabelo ficou mais ruivo que nunca, as tintas de seu quadro pularam em sua boca, formando um batom atraente pelos seus lábios pequenos, ela se divertia, parecia que o quadro era apenas uma janela, pois quanto mais caminhava para seu interior, mais as coisas tomavam forma, pulavam a seus olhos.
   Dentro do quadro Patrícia via coelhos voadores, cavalos aquáticos, tudo que sua imaginação quisesse, foi quando ao longe, avistou um rapaz, ele estava de costas, usava terno com all-star, ela se aproximou vagarosamente, sentia um frio na barriga inexplicável, suas mãos suavam, ela parou por um instante, mas tomou coragem e seguiu em frente, sua mão estava a apenas alguns centímetros do ombro deste homem misterioso, vagarosamente ela a mexeu, até que.
   Patrícia voltou bruscamente para seu quarto, alguém batia em sua porta, tomada pela raiva ela jogou suas coisas de pintura com força no chão e foi atendê-la, mas ao abri-la, novamente não havia ninguém, ela então decidiu parar de pintar e voltar a escrever, mas o dia já chegava ao seu fim, assim como as energias de Patrícia, ela sentou-se no sofá, começou a escrever sobre o que havia ocorrido, mas caiu no sono.
   Sem dúvida era um lugar muito bonito, havia um frescor no ar, e as cores das flores se encaixavam magnificamente bem, Patrícia se sentia bem e feliz caminhando por este lugar, quando ao pisar em uma poça d’água, percebeu que na verdade ela era feita de tinta, com seus pés tomados pela cor amarela, ela caminhou pelo local, parecia ser um parque, mas havia algumas cachoeiras que caiam na imensidão de um abismo onde o lugar terminava, de repente, numa das pontas do parque, ela avistou o mesmo rapaz, ele continuava com seu terno e seu all-star que mudava de cores, hora era vermelho, hora verde, hora preto, ele caminhava em direção ao final do parque, ela decidiu então segui-lo, mas uma angústia a arrebatou, cada vez mais o homem chegava perto do abismo, ela foi ficando cada vez mais nervosa, caminhando cada vez mais rápido, ao ver que ele estava à beira do precipício, Patrícia começou a correr, mas sem sucesso, o rapaz havia pulado. Ela correu, correu, e quando chegava perto da beirada, seu coração quase saiu pela boca, passou por ela um ser voando, era o rapaz, ele parecia se divertir enquanto voava, olhava para os céus que pareciam ser de brinquedo, passou por uma nuvem e tirou um pedaço, era algodão doce, Patrícia gritou algumas vezes, mas o homem parecia não ouvi-la, ela então tomou coragem, respirou fundo e correu para o abismo, pulou.... e caiu, foi despencando em queda livre, tudo parecia não ter fim, ao olhar para cima ela viu que o rapaz vinha a seu encontro a toda velocidade, ela finalmente veria seu rosto, finalmente o conheceria, ele chegava cada vez mais perto.
   Alguém batia à porta de Patrícia, e novamente ela era retirada de seu sonho, ela acordou com dificuldade, ficou parada por um instante, e então saiu correndo para abrir a porta o mais rápido possível, mas lá, já não havia ninguém novamente. Ela voltou para seu quarto, lá se sentou na cama e decidiu pensar um pouco sobre o ocorrido, apesar de ter acabado de acordar, a noite de sono havia sido ruim e ela ainda estava bem cansada, então ela se levantou e caminhou para a janela de seu apartamento, uma janela enorme, que tomava toda uma parede lateral, no entanto, uma cortina escura a mantivera fechada até o momento, Patrícia caminhou e puxou toda a enorme cortina, deixando seu apartamento incrivelmente bem iluminado, só aí ela percebeu que o dia amanhecia, ela ficou bem próxima ao vidro e olhou para as pessoas na rua que caminhavam apressadas.
   Foi quando, viu. De costas o jovem de terno e tênis joviais, ele falava ao celular, sem dúvida era ele, Patrícia sentiu seu coração acelerar, duzentos ou trezentos metros os separavam, ela então decidiu sair de seu apartamento, e descobrir quem era este ser misterioso que habitava seus sonhos há tempos, foi correndo à porta, mas, não achava a chave, há apenas cinco minutos ela acabará de abrir a porta, e no momento, as chaves tinham simplesmente desaparecido, ela procurou agressivamente por toda a sala, jogando coisas no chão, mas não as achava, correu para a janela novamente e viu que o jovem se afastava já, rumo ao horizonte alaranjado daquela manhã, desesperada ela procurou pela chave, em todos os lugares possíveis e imagináveis, sem achá-la, pensou em tentar quebrar a porta, mas foi novamente à janela e viu que o jovem não mais estava dentro de seu campo de visão.
   Arrasada, Patrícia caminhou para seu canto de pintura, o jovem mexia de tal forma com suas emoções que em seu rosto escorreu uma lágrima, sentou ao chão e ao apoiar a mão, viu, que embaixo de um grande pincel, a chave caprichosamente se escondia, ela a pegou e olhou por alguns instantes, quando tomou a decisão, se não podia encontrá-lo, iria pintá-lo.
   Arrumou suas tintas e começou seu trabalho, apesar de já tê-lo visto, as pinceladas de Patrícia eram disformes e confusas, não havia preenchimentos, apenas formas, ela estava hipnotizada, pincelava sem tempo até para respirar, quando terminou, voltou a si e viu o que havia feito, na verdade, apenas a silhueta de um homem feita com as palavras alto, moreno, terno, all-star, misterioso, voar. Pegou então seu caderno e resolveu escrever, sentou-se de costas para a silhueta e escreveu, alguns minutos, foi se envolvendo na escrita, seus olhos estavam fixos no caderno, quando sentiu algo tocar seu ombro, tomada por medo e euforia, ela não virou para trás, sentia que o que a tocara, descia pelo seu braço, rumo a sua mão, foi quando viu a mão de seu desenho feito de palavras, ela se colocou sobre a mão dela, e começou a guiá-la, a palavra era sonh e começava a se transformar, tomava a forma de um coração nuvem, Patrícia foi se encantando, já não tinha medo, e resolveu virar sua cabeça.
   Batiam novamente à porta, Patrícia voltou a si e viu o desenho em seu caderno, olhou para seu braço sujo de tinta preta, se levantou para abrir a porta, mas novamente, ninguém estava por lá.
   Cansada dos acontecimentos, Patrícia pegou suas tintas e começou a pintar a paisagem de sua primeira visão na janela, o ambiente bucólico contornava a imagem da cidade ao fundo, enquanto pintava, Patrícia olhava pela janela, buscando ver novamente o jovem misterioso, ela pintará a paisagem de maneira de deixar o próprio céu da cidade ser o da paisagem também, mais um dia acabava e os tons amarelos e alaranjados do céu deixavam a pintura incrivelmente bonita.
   Admirando sua obra, Patrícia se aproximou da janela, e o viu novamente, bem ao fundo vinha o jovem caminhando, em direção à janela de Patrícia, ela abriu um largo sorriso, a distância ainda não permitia ver seu rosto com clareza, mas ela sequer piscava, para não perder nenhum momento, quando bateram na sua porta, ela não sabia o que fazer, fez menção de ir a porta, mas parou no meio do caminho, voltou para janela, ele estava ficando cada vez mais próximo, seu rosto cada vez mais claro, quando bateram novamente a porta, dessa vez com mais força, Patrícia foi correndo, achou a chave rapidamente e a abriu, mas não havia ninguém ali, a bateu com força e voltou correndo para a janela, mas o jovem não estava mais lá, uma tristeza profunda tomou conta dela, que se ajoelhou em frente a janela, uma lágrima colorida começou a escorrer pelo seu rosto, batiam novamente na porta, ela não reagia mais, o dia terminava, a lágrima pintava seu rosto enquanto escorria, ela continha uma mistura de cores, e já chegava a sua bochecha, quando um dedo suavemente a enxugou, Patrícia ergueu o rosto devagar e viu, era ele, com seu terno azul escuro, seu all-star mutante, ele sorria para Patrícia enquanto voava, do outro lado do vidro, seu sorriso era sublime e sereno, ela se levantou e levou a mão para tocá-lo, mas a bateu no vidro sem pintura, nenhuma pessoa na rua olhava para cima, só Patrícia podia ver o homem pássaro, as batidas em sua porta continuavam sem parar, agora eram intercaladas por pausas de alguns segundos e voltavam a ocorrer, ela não dava o mínimo para as batidas, a angústia começou a tomar conta de seu ser por não poder tocá-lo, quando ele voou para uma parte onde havia tinta na janela, parada em frente a esta parte ele colocou sua mão na altura do vidro, Patrícia fez o mesmo, e a tinta começou a invadir seu braço, em alguns instantes, todo ele já havia passado pelo vidro, o jovem a ajudava a ultrapassar a barreira, e quando terminou a abraçou, para que não caísse de seus braços, Patrícia o sentiu pela primeira vez, era macio, e a sensação de estar com ele era tão boa, que ela sentiu poder voar, ele a soltou vagarosamente, até que ela se estabilizasse no ar, ao virar-se, ela não viu mais o interior de seu apartamento, ela voava agora pela paisagem inicial e seu prédio havia se tornado uma linda cachoeira, o jovem começou a subir, quando se virou e trocou um olhar com Patrícia, lhe deu a mão e os dois foram juntos para o descampado, passando por uma nuvem, ele pegou um pedaço,o entregando a ela, que comeu o algodão doce maravilhada, enquanto era guiada por aquele ser de sensações e instantes.

Adaptação inspirada no conto Água Viva de Clarice Lispector para a disciplina de direção de arte do curso de Imagem e Som da UFSCar.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Não leve a sério

Pressupõe-se que o amor seja algo tão complicado, que precisa de um para ocorrer e de dois para existir, pode ser uma relação de dois onde um lado sente e o outro só está lá para ser sentido, amor de um lado só, não se torna menos amor, amor de dois lados não aumenta, divide, pois aí o lado que antes amava sozinho, passa para o outro a responsabilidade de também amar, é uma adição dividida desigualmente por dois que queriam se tornar um, no final a soma dos fatores não altera o produto, pois ela já tava produzido, amor não nasce, ou se nasce, já nasceu faz muito tempo, ele é só meio preguiçoso, vive dormindo, não acorda por qualquer coisa não, só quando o caso é de vida ou morte, quando é de vida é melhor, mas quando é de morte às vezes ele vem mais rápido, pressupõe-se que se tem de amar de verdade, mas se o amor é de mentira, ele não é de mentira, pois já é amor, então é de verdade, então se amando de mentira, se ama um pouquinho de verdade, pois a verdade mais mentirosa que se pode dizer, é que se ama mais que tudo, porque a gente nem conhece tudo, pra saber se tudo que se ama, se ama mesmo, ou se ama eu mesmo, eu se amo, ou se ama, seria certo se amar, ou ser amado, enfim, acho que tá bom por hoje.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

hidden



just kidding

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Arte - DVD Realização 2010



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domingo, 3 de outubro de 2010

Ella

Um beijo e um queijo, te gosto com beijo.... e com queijo também!
Um abraço e um amasso, o abraço te dou agora.... o amasso.... só depois de comer o queijo e te dar o beijo!
Te dou um queijo, te dou um beijo, te abraço, te amasso... depois te passo!
Te passo, repasso, te dobro e guardo, comodamente na cômoda do meu coração
Feita de madeira quentinha, rodeada de vasos e linhas, vermelhos, de rosas... que brotam ao seu redor
E se com o calor nascer o suor, eu te enxugo com a minha pele... feita pra te secar, te amar, me grudar... a você
Me gruda, me cola, me amassa, me enrola...enfim.... me embola na cômoda, comodamente acomodada, nas paredes acolchoadas do meu pequeno coração
Que de tanta emoção, explodiu... ao te ver, te querer, te amar e viver
Viver querendo conter, o que agora não posso ter, mas um dia vou refazer, as paredes do meu amar e elas acolchoar, com o veludo do seu falar e o brilho do seu olhar.

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sábado, 18 de setembro de 2010

E agora?

O José andava meio sem tempo, pediu um tempo, e agora?

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domingo, 22 de agosto de 2010

Eu

Feito no final do ano passado, enjoy =)

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Pai

Pai, minha essência na tua se confunde, se funde. Talvez eu seja o que você um dia sonhou ser, ou talvez eu só esteja tentando ser uma pequena parte de tudo o que você é pra mim.
Pai nosso, que estais no Céu... Pai meu, que estais ao meu lado... na vida você me ensinou a ser... viver... nasci te vendo e o espelho que melhor me reflete é você... Pai... pode ser apenas uma palavra... mas pra mim é muito...muito mais que isso... o melhor resumo de pai pra mim... é você...Pai... meu Pai... que me carregou nos braços... Pai, este que hoje lhe fala como filho... carrega no coração o amor... que você nele plantou... e com ele, seu Pai posso me tornar... e a partir de agora... nos momentos mais dificeis... nos meus braços te carregar.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

(Un) real

É legal quando as pessoas falam "cai na real", tá bom, eu caio, mas que real é essa? É essa vida rodeada de concreto e dinheiro? Se for, então prefiro dizer "desculpe amigo, mas tô muito mais na real que você".
Cinema é ficção, eles dizem, cinema é um espelho, eu digo. Um espelho de todos nossos pensamentos mais doces, sombrios, cruéis ou sacanas, é onde podemos fazer ou ser o que sempre desejamos sem ter que aguentar consequências tardias. Ficção? É o seu cinema eles dizem. É o seu sistema, eu digo.
Não sou socialista, judeu, ateu, sou eu, apenas. Em um sonho viajei, e fui a um planeta distante, era um planeta até que bonitinho, mas tinha uns habitantes no mínimo difíceis de entender, nele eles tinham uns pedaços de uma liga feita através das árvores, neles eles imprimiam umas cores e umas carinhas, me contaram que aquilo era o que comandava aquele planeta.
Eles eram estranhos, todos da mesma espécie, mas adoravam se segregar, tinham vários tipos desses pedaços pelo planeta e os que possuiam o mais forte, eram os que comandavam. As pessoas faziam de tudo por esse invenção genial deles, tinha uns que até se matavam por alguns pedaços a mais. Me contaram que a comida era produzida para arrecadar esses pedaços, e que quem não tinha, não comia, simples e eficiente né!
Esse povo também havia transformado materias encontradas na natureza em fortalezas lindas, a maioria do povo tinha uma dessas contruções, algumas eram bem fracas e simples, mas em compensação as outras... eram enormes, gigantescas. Aí eu fiquei perplexo, e perguntei o motivo de não pegarem a contrução enorme e dividir para várias pessoas, assim todos teriam uma construção legal. Riram de mim e falaram que o dono da contrução enorme, tinha ganhado mais dos pedaços coloridos deles e não iria querer dividir nada, afinal ele fez por merecer.
Então me lembrei de uma história de um filme, uma ficção, e resolvi contar para eles.
Era sobre um cara, ele tinha nascido em um mundo igual a aquele que eu estava vendo e desde criança o que ele mais queria era ser a pessoa com o maior número de pedaços coloridos de todo o planeta, afinal, assim seria um exemplo para todo o mundo. Ele era determinado, fazia tudo conforme planejado e assim foi alcançando seu objetivo. Era importante para uma pessoa como ele ter uma "família" assim ele seria cada vez mais respeitado, então ele se juntou com uma mulher, teve duas filhas, mas quase nunca via nenhuma delas, há vários anos ele não via sequer seus pais.
Mas isso não importava, ele era a pessoa mais importante daquele planetinha, até que o impossível, um dia, aconteceu. O sistema que regia aquele mundo caiu e sem dúvida quem estava no topo dele, foi quem teve o maior tombo, do nada nosso amigo viu seus milhões de pedaços coloridos não terem mais valor algum, suas contruções colossais, eram só pedaços inúteis e grandes.
Ele não sabia o que fazer e andando por aí, ele se deu conta, tarde demais, de que vivera uma ficção desde os primeiros anos de sua juventude, que tudo aquilo pelo qual ele havia lutado tanto, era tão irreal quanto um filme de vampiros, para suas filhas ele era um estranho, para sua ex-esposa apenas uma temporada ruim na vida dela e para seus pais... que pais? Eles morreram e ele sem tempo mandou o maior arranjo de flores que a cidadezinha onde ele tinha nascida já havia visto, mas só naquele dia ele percebeu que apenas uma lágrima sua seria muito mais importante que qualquer coisa que ele comprasse.
O que havia sobrado para ele, era sua essência, que ele percebeu estar vazia, só quando todo o mundo de fantasia que as pessoas daquele planeta haviam criado desmoronou, foi que perceberam que a vida deles não era baseada em algo real, por isso muitos, muitos mesmo se mataram, mas ele decidiu não fazer nada, apenas admitiu que tinha escolhido o caminho errado e resolveu recomeçar, ele já estava no fim de sua vida, mas no começo de um nova trajetória.
Quando terminei, eles riram de novo e falaram que seria impossível um sistema tão bem estruturado cair assim e que tudo que eles tinham naquele planeta era bem real, tanto que eles podiam até tocar. Eu apenas concordei, sei lá, às vezes eu ainda sou muito rústico, por achar que o real geralmente é o que não se toca.


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sábado, 21 de novembro de 2009

Ligações

De vez em quando pensamos que as decisões que criam nosso destino são apenas aquelas maiores, do tipo devo aceitar aquele emprego ou não? Devo pedir ela em casamento? Mas eu andei pensando e essas talvez sejam as únicas decisões que tomamos conscientemente em nossa vida.
Nossa vida não se faz por decisões grandes como essas, se faz através de pequenos acontecimentos como escolher virar naquela rua, onde por acaso você encontrou sua velha amiga, a qual lhe apresentou uma conhecida, essa por sua vez você reencontrou em um barzinho e que hoje algum tempo depois está pedindo em casamento.
Ou então você resolve sair em um dado momento e passar em uma determinada rua onde uma bala perdida vai te atingir e deixá-lo em uma cadeira de rodas pelo resto da vida, em qual momento de toda essa história você tomou alguma decisão que não tenha sido instintiva?
Eu tava pensando e acho que esse é o verdadeiro destino, não temos como controlar isso por mais que queiramos, pois você pode sair em um sábado à noite e bater seu carro, como pode ficar em casa e peder a única chance de conhecer alguma pessoa que iria mudar sua vida.
O que eu faço hoje? Não ando por aí procurando amores, evitando perigos, achando que tenho o direito de controlar tudo, apenas vivo, sabendo que meu instinto me levará a algum lugar, de onde eu não conseguiria fugir, por mais que tentasse. Que a vida me atraia, que as pessoas me atraiam a elas, que sejamos pontos convergentes, ligados não por pensamentos, mas por sentimentos.

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Palavras

Ligava os olhos, assistia tv, desligava os sonhos, tentava se ver, sonhava desligado do mundo, que o que o ligava, ele já não achava, procurava, corria pra fora, tentava fugir, caia pra dentro, dentro de si, não via seu medo, guardava um segredo, buscava um brinquedo, não tinha enredo, sua história de amor, havia o calor, a luz de uma chama, paixão de quem ama, uma luz que engana, nem tudo corria, como ele queria, amor que vivia, o tempo escondia, a casa vazia, a alma sentia, que algo doia, no seu coração.

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4 anos atrás...

Mexendo em papéis antigos, achei uma poesia(se é que posso chama-la como tal) que escrevi há mais de quatro anos, a reli, e acho que vale a pena publicá-la, sua métrica? nota zero, sorte minha que na poesia, o sentimento esconde a métrica. =)

Coração partido
Como peças perdidas
De um quebra-cabeças
Sem saber montá-lo
Sinto estar preso
A um beco sem saída
Às vezes penso estar certo
Quando na verdade
Tudo está errado
Quando penso que errei
Vejo que no final
Tudo se encaixaria
Então começo a desistir
A aceitar
Não saber o que fazer
Mas ao vê-la
Tudo mudo
As mãos tremem
O suor congela
E ele...
Ele se recompõe
Só pra palpitar por ela
Nos instantes em que a vê
Ele palpita...
Palpita como nunca fizera
Porém, ao perdê-la de vista
Ele para...
E se despedaça novamente
Como se em pedaços
Ela o pudesse levar
Coração egoísta...

Enfim, tá aí, com a crueza de pensamentos de um garoto, mas a sinceridade de um sentimento. =)

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Filius / Filia

Quando seus pais te desagradarem em algo, antes de discutir, dizer que os odeia, que não são justos, apenas pense que...
Pense que nós, filhos e filhas, somos o que há de mais perfeito com relação ao amor de nossos pais, nós, eu, você que está lendo agora, e todos os outros filhos do mundo, somos o resultado da junção de dois corpos e almas em uma só, somos a tentativa bem-sucedida de nossos pais, de transformarem seus corações apaixonados em um só, toda nossa matéria, toda nossa alma, tem um pouco deles.
Essa talvez seja a junção mais perfeita para quem ama alguém, dar vida a um novo ser humano, que os unirá definitivamente em corpo e alma, com seus defeitos e qualidades, seus pontos fortes e fracos, dois seres em um só, duas vidas em uma só, dois momentos em um só, dois amores em um só, esse é você, filho, a maior prova de amor que seus pais são capazes de produzir...

Ps: Essa talvez seja apenas uma visão romântica baseada no pensamento de Schopenhauer.

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sábado, 22 de agosto de 2009

Título: Desconhecido

O homem nasceu animal, puro instinto, mas por alguma brincadeira divina criou juízo e com juízo... julgou, julgou que aqueles que se comunicam através de olhares, gestos e sentimentos de animais... irracionais. Julgou que quem não pode falar "ai!" não sente dor, julgou que o coração de quem não chora como ele não possa amar mais que o seu, julgou que sua vida, por algum motivo, valeria mais que a de todos na natureza. Tudo isso por que compreendemos o choro de uma mãe que perdeu o filho, mas não sentimos a dor no coração de um pequeno elefante que teve a mãe morta por pura ganância, o elefantinho não consegue sequenciar signos linguísticos que exteriorizem sua dor, não chora como nós, então tudo bem, ele não pensa mesmo, mas desde quando sentimentos precisam de pensamentos para existirem?
E ele julgou... julgou os animais por não se comunicarem como ele, as plantas por serem tão serenas e constantes e não satisfeito julgou os seus, julgou por serem negros, brancos, amarelos, julgou por serem de outros lugares, julgou por não conseguir aceitar suas próprias diferenças.
Eu queria ter a sabedoria de um elefante que se isola no momento de partir, a sinceridade de um gato que pula fora quando não tá a fim e o amor verdadeiro de um cão, enfim, às vezes acho que seria bem melhor se fosse menos humano.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Particípio de um futuro não vivido - Capítulo 03 - Aprendi

Aprendi que nossa vida é um conceito relativo, e que no mundo existem mais de seis milhões de referenciais. Aprendi que o tamanho da sua dor é inversamente proporcional a sua força para suporta-la e vence-la. Aprendi que a perfeição não é sinônimo de tédio como muitos pensam, o céu para muitos é algo perfeito e mesmo assim temos calmaria e tempestade durante um único dia. Aprendi que não se pode controlar a vida, que nosso futuro é feito de pequenas atitudes como virar uma esquina e não outra ou falar um oi ao invés de ficar quieto, aprendi que para cada “sim” em sua vida você receberá pelo menos cem “nãos”, aprendi que às vezes ensinamos muito bem coisas que não conseguimos fazer, aprendi que quando duvidamos de algo conseguimos aprender aquilo muito melhor do que se tivéssemos acreditado de primeira, aprendi que a vida é como um filme chato, salvo por pequenos momentos que a fazem valer a pena, aprendi que milagre é a definição para algo que nossa ignorância achava impossível até que alguém o fez, enfim, aprendi e ensinei, mas principalmente aprendi ensinando pois como diria Richard Bach você ensina melhor o que mais precisa aprender.

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sábado, 1 de agosto de 2009

O ponto

O Sol tem um ponto ao nascer e ao ir embora onde suas cores atingem sua mais bela expressão, o sorvete tem um ponto entre o congelado e o derretido onde podemos sentir todo seu sabor, enfim, a vida tem pontos entre o nascer e o partir onde atinge sua plenitude, não perca esses pontos. =]

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

16 orações

1h sem inspirações resumida a 16 orações.

Escrevia. Relia. Apagava. Pensava. Começava. Parava. Levanta. Arejava. Sentava. Tentava. Olhava. Escutava. Raciocinava. Refletia. Cansava. Desistia.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

De repente

De repente sua vida mudou, uma folha caiu, uma gota molhou... o que não era mais seu. De repente sua vida voltou, uma pessoa sorriu, o Sol secou... o que não era mais seu. De repente um sorriso chegou, uma rosa se abriu, um homem quebrou... o que não era mais seu. De repente sua eternidade acabou, seu passado ruiu, algo faltou... algo que nunca foi seu.

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sábado, 6 de junho de 2009

Silêncio

Contemplava o silêncio do indíviduo, mas não um silêncio passivo e tranquilo, um silêncio doloroso que não era uma opção.... era uma imposição, de suas atitudes, de seu jeito, de sua vida. Não dividia sua vida, sua vida o dividia, em partes cada vez mais insípidas e anacrônicas.
Era um silêncio de indignação, um silêncio de reflexão, uma ausência de comunicação associado a uma falta de ação.
Era um silêncio de dor, um silêncio de amor, uma inflexão de pensamentos luminosos perdidos na escuridão de um indivíduo.
No final do tudo não restou nada, e o silêncio tomou conta... de um lugar de onde nunca saíra.

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domingo, 31 de maio de 2009

Tratamento de Imagem - 04

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Tratamento de Imagem - 03

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Tratamento de Imagem - 02

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Tratamento de Imagem - 01

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sábado, 28 de março de 2009

Talvez

Talvez hoje eu procure uma rima
Que há muitos anos já se foi
Ou talvez a encontre em uma esquina
Sorridente e amável me dizendo oi.

Talvez durante essa procura
Ao passar por uma viela escura
Encontra algum outro rimar
Que seja novo e com um brilho no olhar.

Talvez eu nem mesmo procure
Pois não há nada que assegure
Que essa rima será para mim
E sendo assim só o que eu poderia dizer é, fim!

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Particípio de um futuro não vivido - Capítulo 02 - Amor meu grande amor

Ah! A adolescência, a fase dos grandes extremos, vivemos nossas maiores paixões e choramos com nossas maiores desilusões, conseguimos criar um furacão com uma gota d’água, passamos do ódio ao amor em apenas alguns segundos, somos os populares, os perseguidos, os incompreendidos, os não correspondidos...
Hoje em dia com a experiência da velhice posso dizer sem dúvida que me encaixei no grupo dos pobres não correspondidos, o passar dos anos não conseguiu apagar da minha memória a minha primeira paixonite da adolescência.
Como a natureza é cruel! Ela amadurece primeiro as meninas e bota ao lado dessas quase mulheres um bando de meninos-crianças que mal pararam de brincar com carrinhos. Ah! Como essa época é cruel, as meninas cada vez mais bonitas e nós, cada vez mais desengonçados.
É nesse período que as paixões nascem, e eu não fui uma exceção, e é nesse período também que as cenas cômicas começam, caímos na frente dela, gaguejamos ou ficamos mudos quando ela vem falar com a gente(se bem que até hoje, já idoso ainda gaguejo perto de uma mulher muito bonita, acho que meu cérebro prefere admirar a beleza delas do que processar as palavras e não o culpo por isso, eu faria o mesmo.).
E eu, pobre coitado sem experiência tentei ser um perfeito cavalheiro, discreto e sutil, mas como ser sutil a respeito de algo que você nunca fez antes? E acabei cometendo os mesmos erros de todo garoto nessa idade, falei coisas na hora errada, perdi o momento de agir, enfim, tentei ser perfeito em algo que não exigia a perfeição.
Mas como toda paixão de adolescente ela veio e foi embora como um disparo, hoje depois de tantos anos não sei se ela se casou, se teve filhos, se ao menos foi feliz, não sei se está viva ou já morreu.
O que eu aprendi com ela? Que o amor não é programado ou controlado, que ele não é uma equação com resultado previsível, que a soma de dois corações pode ser a solidão...

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